O meu Percurso Alimentar
16:55
Então cá vai, o tão esperado post sobre o meu percurso alimentar (e como acabei por criar o instagram)
Foi mais ou menos há um ano que comecei esta jornada de re-educação alimentar e preocupação com a alimentação. Ou seja, não foi assim há tanto tempo e já passei por muitas fases.
Tudo começou quando, após várias conversas em casa, decidimos em família que precisávamos de perder algum peso e ter alguma atenção ao que comíamos.
Depois recebi os resultados dumas análises e tinha o colesterol alto, com 20 anos!!!
Então, comecei a procurar coisas na Internet sobre comer saudável, ainda não me preocupando muito com o peso, mas sim em comer bem. Depressa percebi que além de comer bem, tinha mesmo de perder algum volume e massa gorda.
Nesta fase, comecei a pesquisar muito sobre ''emagrecer'', não me preocupando muito se era bom ou mau para mim, se era saudável ou não. Na minha cabeça funcionava assim: se está escrito que ajuda a emagrecer, vai certamente resultar comigo.
Depois, surgiu a contagem de macros.
Provavelmente foi a fase em que tive mais tempo. Uma fase em que eu pesava, contava e registava tudo o que comia; contabilizando os macros (os hidratos de carbono, as proteínas e as gorduras ingeridas).
Muitas vezes, este método de contagem de macros é utilizado por desportistas para atingirem os resultados mais facilmente, porque atingindo a quantidade de macros recomendada e com o treino indicado, atingem-se muito bons resultados a nível físico. Infelizmente eu não utilizava este método da melhor maneira.
Como é que eu fazia?
Imaginemos, se eu tivesse de ingerir 1200 kcal por dia, que é MUITO pouco, eu nunca passava das 900 kcal. Muitas vezes, agravando, ia ao ginásio duas vezes por dia e ainda ia para a faculdade. Ou seja eu, facilmente, queimava todas as calorias que ingeria. Deixando o meu corpo sem recursos para o seu funcionamento normal. É claro que os resultados começaram a aparecer, perdi bastante peso. Então eu estava mesmo satisfeita. Mas além disso também treinava e continuava sempre a perder massa muscular ao mesmo tempo que perdia massa gorda, porque seria?
Porque eu fugia dos hidratos de carbono, como se não houvesse amanhã. Eu não comia arroz, massa, batatas, pão, fruta, nem nada que me pudesse passar pela cabeça ser hidrato de carbono.
O problema aqui é: Os hidratos de carbono são essenciais ao bom funcionamento do corpo humano!
Falo nisto, porque quero realçar o quão errado foi esta abordagem ao emagrecimento.
Errado porque, como já referi, o meu corpo estava em constante défice e além disso, e muito importante, o psicológico ficou muito afectado.
Afectado porque estava a ser tão rígida comigo, com o que podia e não podia comer, com o constante controlo do que ingeria, cada grama ingerido era inserido no MyFitnessPal para saber quantas calorias já tinha comido. Isto dá cabo da cabeça a qualquer um. Comecei por ter episódios de compulsão alimentar e depois sentia-me super mal porque ter comido, fosse o que fosse.
Com ajuda de várias conversas com outras pessoas que passaram/passam pelo mesmo que eu, acabei por perceber que não podia nem queria viver a minha vida toda assim. Porque simplesmente, ninguém merece. Nem eu merecia, nem a minha família nem os meus amigos. A minha família e os meus amigos, preocupados, não sabiam já como ajudar-me.
Então, no início deste ano lectivo, quando vim viver para Cascais, pela primeira vez em 3 anos, ia deixar de ser eu a fazer a minha comida, o que acabaria por tornar impossível pesar e controlar tudo o que comia, porque não sabia como tinha sido cozinhado, porque podiam ser várias coisas misturadas, então simplesmente, não era rigoroso.
Então, simplesmente, eu tive (com muita dificuldade) de aceitar que já tinha conseguido perder o peso que queria, que comia comida saudável e que por essas razões, não precisava de ser TÃO obstinada em relação à comida.
Desde essa altura e até agora o meu objectivo é voltar a ter uma relação saudável com a comida. Agora que penso em tudo, é realmente o mais importante. Comer é algo natural, precisamos de comer para viver, o que comemos não deve ser o centro do nosso pensamento.
Hoje em dia, ainda estou a reconciliar-me por completo com a comida, mas garanto que voltei a ser feliz a comer, já não é uma constante tortura.
Nesta última fase, adoptei uma nova dieta que acabou por me ajudar muito e até influenciar o meu estilo de vida. Mas sobre essa dieta, falo noutro post, sim?
Bá



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